Muitas, dentro de uma única!
Quem sou eu para falar amor?
Se o amor me consome, me toma sem que perceba!
Quem sou para falar de desejos?
Se os meus são os mais insanos, levianos;
O que dizer das tormentas de tantas mentes insanas
Que por entre minhas pernas se fizeram marcas
Marcas de batom, suor, rubor , entre laços com sofreguidão;
Quem sou eu para dizer prazer?
Quem sou?
Sou muitas, sou nenhuma!
Sou tantas mulheres dentro de uma;
Uma neófita rumo a esse mar aberto de prazer;
Sempre em busca de novas marés e novos portos para atracar, desejar e repousar!
Extraído do Blog Malagueta na Boca.
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